Monday, November 5

Não te sinto mais por aqui, como não sinto as mãos que me tremem enquanto me tento segurar à vida. Sussurro ao mundo que não te sei mais, e é como se tivessem varrido cada boa memória de ti que ainda em mim morava. Sussurro como se me fosse ouvir. Alguém. Tu.
Em lágrimas, quero arrancar-te de mim, rasgar os laços que ainda me seguram aos teus braços e deixar sangrar as feridas que rasgaste sem dó, piedade ou réstia de amor nos olhos ou nas palavras ou no coração. Verto-me em lençóis que já não me esquentam o corpo, quanto mais a alma - gélida, cianótica, morta. 
                                  Morta. 
                                      Morta. Como me sinto, ou como não me sinto - não me sinto, não te sinto, já não sei o que é sentir. 
Nada. 
resta apenas nada de um todo que julgávamos eterno - e que um dia seria mais, e que hoje é menos, cada vez menos.