
Inalava o sabor a morango do aroma que perfumava a tua capa e ouvia-te com o agrado de uma noite de sono bem dormida, perdida no azul oceano do teu olhar e deliciada com o brilho que lhe desconhecera até então, tão intenso e saboroso como os primeiros raios de sol que espargem no rio nas manhãs mais solarengas. Transbordava de orgulho e deixei-me abraçar-te, puxando-te com firmeza para perto de mim. Descansei a cabeça no teu ombro e apoiaste a tua na minha, com a delicadeza de um jardim de amores perfeitos a florescer. Arrepiava-me com a proximidade que me tinhas e chorei enquanto me proferias as palavras mais belas que até hoje ouvi.
“Sabes que és especial. Um orgulho”.
Abracei-te com ainda mais apego e sorri ao ouvir comentar que juntos éramos até mais formosos que os fados que se ouviam ao longe.
“Não me soltes”. Nunca.


