Sunday, April 2

Ainda sinto a tua falta, às vezes; talvez não tuas, mas do que fomos - ou até mais do que não fomos e poderíamos ter sido. Dias há em que me antagonizo de escrever para ti, como se fosse errado passar para palavras o que ainda sinto. Não amor, não desejo de voltar - apenas saudade; de coisas que podiam ter sido e não foram por teimosia - nossa e da vida. Acho que nunca te disse - pelo menos não vezes suficientes - o quanto gostei de ti. Talvez nem eu o sabia naqueles dias; apenas quando te perdi o soube. Confesso que ainda não entendo o porquê de o mundo nos ter separado sem nos dar a oportunidade de juntarmos todas as nossas peças; confesso que, por vezes, ainda desejo que tivéssemos sido mais, e melhor; que tivesse sido mais e melhor - para ti, sobretudo para nós. Talvez tenha passado por nós um grande amor, talvez o tenhamos deixado fugir, por entre os dedos; talvez nunca saibamos o que poderia ter sido, talvez nem o queiramos, agora. Sei somente que gostava de te ter feito sentir mais de mim, de te ter sussurrado mais vezes que eras importante, de te ter segredado mais vezes que gostava de ti, que gostava muito de ti; que, quiçá, pudesse vir a ser amor.
Sei que ainda habito no teu coração, disseste-mo hoje, anos depois de tantos sem uma palavra. Quero que saibas que também ainda moras aqui, e que sempre vou ter um pedaço de mim dedicado a ti. E que vou sempre gostar de ti, mesmo que agora ame outro alguém.

1 comment:

Andreia Morais said...

Há pessoas que ficam em nós para sempre, por mais que os nossos caminhos se virem do avesso. E é aí que entram as saudades, de tudo o que se viveu e, inevitavelmente, de tudo aquilo que sentimos que podia ter acontecido se as coisas tivessem acontecido de outra forma.

r: É mesmo!